A osteoporose é conhecida como uma doença silenciosa. Ela enfraquece os ossos aos poucos, sem dor e sem sinais visíveis, até que uma queda simples cause uma fratura. Conhecer os números, os fatores de risco e as formas de prevenção é o primeiro passo para evitar esse desfecho.
O que é osteoporose?
O osso é um tecido vivo, que está sempre sendo renovado: o corpo remove osso velho e forma osso novo. Até por volta dos 30 anos, formamos mais do que perdemos e atingimos o chamado pico de massa óssea. Depois, o equilíbrio se inverte gradualmente. Na osteoporose, a perda é maior do que deveria, e o osso fica menos denso e com a estrutura interna mais frágil, como uma esponja com buracos maiores.
A osteoporose em números
- Segundo a International Osteoporosis Foundation, 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 5 homens acima dos 50 anos terão uma fratura causada por osteoporose ao longo da vida.
- A mesma fundação estima que, no mundo, ocorre uma fratura por osteoporose a cada 3 segundos.
- No Brasil, o Ministério da Saúde estima que cerca de 10 milhões de pessoas convivem com a doença.
- As fraturas mais típicas acontecem na coluna, no quadril e no punho.
A fratura de quadril é a mais grave: costuma exigir cirurgia, pode levar à perda de autonomia e está associada a complicações sérias em pessoas idosas.
Por que as mulheres são mais afetadas?
O estrogênio, hormônio feminino, ajuda a proteger os ossos. Com a menopausa, a queda desse hormônio acelera a perda óssea, principalmente nos primeiros anos. Além disso, as mulheres atingem um pico de massa óssea menor que os homens. Por isso, a densitometria é recomendada para todas as mulheres a partir dos 65 anos e antes disso para quem tem fatores de risco.
Fatores de risco
Que não podemos mudar:
- idade avançada;
- sexo feminino e menopausa, especialmente precoce;
- histórico de fratura de quadril nos pais;
- fratura anterior por pequeno trauma.
Que podemos influenciar:
- tabagismo;
- consumo excessivo de álcool;
- sedentarismo;
- baixo peso e alimentação pobre em cálcio e proteínas;
- pouca exposição ao sol e deficiência de vitamina D;
- uso prolongado de corticoides e alguns outros medicamentos, sempre sob orientação médica.
Sinais de alerta
Como a doença não dói, é preciso ficar atento a sinais indiretos:
- Perda de altura: diminuir alguns centímetros ao longo dos anos pode indicar pequenas fraturas na coluna.
- Corcunda: o arqueamento da parte alta das costas pode ser causado por vértebras achatadas.
- Dor nas costas súbita, sem causa aparente, em pessoas idosas.
- Fratura após queda da própria altura, como torcer o pé e quebrar o punho ao se apoiar.
Qualquer um desses sinais merece conversa com o médico e, provavelmente, uma densitometria óssea.
Como proteger os ossos
Alimentação
Inclua fontes de cálcio, como leite, iogurte, queijos, vegetais verde-escuros e sardinha. A proteína também é importante para a saúde óssea e muscular. Se a alimentação não for suficiente, o médico pode indicar suplementos.
Vitamina D
Ela ajuda o corpo a absorver o cálcio. A principal fonte é a exposição da pele ao sol. A necessidade de suplemento deve ser avaliada pelo médico.
Atividade física
Exercícios com impacto, como caminhada, e de fortalecimento muscular, como musculação, estimulam a formação óssea. Atividades de equilíbrio, como tai chi e pilates, reduzem o risco de quedas.
Prevenção de quedas
Em casa, retire tapetes soltos, melhore a iluminação, instale barras de apoio no banheiro e use calçados firmes. Revise com o médico remédios que causam tontura e mantenha a visão em dia.
Tratamento
Quando a osteoporose é diagnosticada, existem medicamentos eficazes que reduzem o risco de fraturas. O tratamento é individualizado e acompanhado com exames periódicos.
Curiosidade: o esqueleto se renova
Estima-se que o esqueleto adulto seja renovado em cerca de 10% a cada ano. Em aproximadamente uma década, boa parte do osso que você tem hoje terá sido substituída. Por isso, hábitos saudáveis fazem diferença em qualquer idade.
Perguntas frequentes
Osteopenia é o mesmo que osteoporose?
Não. Osteopenia é uma redução da massa óssea menor que a da osteoporose. Ela merece atenção e mudanças de hábito, e o médico avalia se há necessidade de tratamento.
Jovens podem ter osteoporose?
É menos comum, mas pode acontecer por doenças, medicamentos ou distúrbios alimentares. Nesses casos, a investigação é individualizada.
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