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Densitometria óssea: quem deve fazer, como é o exame e com que frequência repetir

A densitometria óssea é o exame de referência para diagnosticar a osteoporose antes que ela cause uma fratura. É rápido, indolor e usa uma dose de radiação muito baixa. Mesmo assim, muita gente não sabe quando deve fazer o exame. Neste artigo, explicamos para que ele serve, quem deve fazer e como entender o resultado.

O que a densitometria mede?

A densitometria mede a densidade mineral óssea, ou seja, a quantidade de minerais, principalmente cálcio, em determinadas regiões do esqueleto. Quanto menor a densidade, mais frágil o osso e maior o risco de fratura.

As regiões mais avaliadas são a coluna lombar e o fêmur proximal, perto do quadril. Em algumas situações, também é medido o rádio, osso do antebraço. Há ainda a densitometria de corpo inteiro, que pode incluir a análise de composição corporal, com a quantidade de gordura e massa magra.

Como funciona o exame?

O aparelho usa uma técnica chamada DXA, sigla em inglês para absorciometria de raios X de dupla energia. Dois feixes de raios X de baixa intensidade atravessam o osso, e o equipamento calcula quanto de cada feixe foi absorvido. A partir disso, estima a densidade óssea.

A radiação é perigosa?

A dose de radiação da densitometria é muito baixa, bem menor que a de uma radiografia de tórax e comparável à radiação natural que recebemos do ambiente em poucos dias. Ainda assim, gestantes ou mulheres com suspeita de gravidez devem avisar antes do exame.

Quem deve fazer densitometria?

As recomendações variam um pouco entre sociedades médicas, mas em geral o exame é indicado para:

  • mulheres a partir dos 65 anos;
  • homens a partir dos 70 anos;
  • mulheres após a menopausa e homens entre 50 e 69 anos com fatores de risco;
  • pessoas que tiveram fratura após pequeno trauma, como uma queda da própria altura;
  • quem usa medicamentos que enfraquecem os ossos, como corticoides por tempo prolongado;
  • pessoas com doenças que afetam os ossos, como artrite reumatoide, hipertireoidismo, doenças intestinais que prejudicam a absorção e insuficiência renal;
  • quem está em tratamento para osteoporose, para acompanhar a resposta.

Fatores como baixo peso, tabagismo, consumo excessivo de álcool, menopausa precoce e histórico de fratura de quadril nos pais aumentam o risco. Converse com seu médico sobre a sua necessidade.

Como entender o resultado: T-score e Z-score

O laudo compara a sua densidade com valores de referência:

  • T-score: compara com a densidade média de adultos jovens saudáveis. É usado em mulheres após a menopausa e homens a partir dos 50 anos.
  • Z-score: compara com pessoas da mesma idade e sexo. É usado em crianças, mulheres antes da menopausa e homens mais jovens.

Pelo critério da Organização Mundial da Saúde, com base no T-score:

  • Até -1,0: densidade normal.
  • Entre -1,0 e -2,5: osteopenia, ou baixa massa óssea.
  • -2,5 ou menos: osteoporose.

O diagnóstico e o tratamento não dependem só desse número. O médico também considera idade, histórico de fraturas e outros fatores de risco.

Com que frequência repetir?

Em geral, o intervalo entre exames varia de um a dois anos, conforme o resultado anterior, o tratamento e o risco de cada pessoa. Quem tem densidade normal e poucos fatores de risco pode ter intervalos maiores. O ideal é repetir o exame no mesmo serviço e, se possível, no mesmo equipamento, para que a comparação seja mais precisa.

Preparo para a densitometria

  • Suplementos de cálcio: costuma-se pedir para não tomar nas 24 horas anteriores, porque o comprimido no intestino pode interferir na leitura da coluna.
  • Exames com contraste: se você fez exame com contraste de bário ou iodo, ou exame de medicina nuclear, nos últimos dias, avise. Pode ser preciso esperar alguns dias.
  • Roupas: use roupas sem metal, como zíperes, botões e fivelas na região do quadril e da coluna.
  • Exames anteriores: leve laudos e imagens das densitometrias passadas.

Como é o exame?

Você deita de barriga para cima em uma mesa acolchoada, e um braço do aparelho passa lentamente sobre o corpo. Para a coluna, as pernas ficam apoiadas em um suporte; para o fêmur, o pé é posicionado levemente para dentro. Não há túnel, barulho alto nem injeção. O exame leva de 10 a 20 minutos.

Perguntas frequentes

Homem também tem osteoporose?

Sim. Ela é mais comum em mulheres, mas também atinge homens, principalmente após os 70 anos. Veja mais em osteoporose em números.

A densitometria mostra se tenho artrose?

Não. Artrose é desgaste da cartilagem das articulações, e outros exames avaliam melhor essa condição.

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do seu médico. As instruções de preparo podem variar conforme o exame solicitado; confirme sempre com a equipe da Ressonance no momento do agendamento.

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Veja também: lista completa de exames · convênios aceitos · guia de exames

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Equipe da Clínica Ressonance, clínica de diagnóstico por imagem em Brasília.

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