Uma das perguntas mais comuns antes da ressonância magnética é sobre metal no corpo. Faz sentido: o aparelho tem um ímã muito potente, que fica ligado o tempo todo. Mas a resposta não é um simples “sim” ou “não”. Muitos implantes são compatíveis com o exame, alguns exigem condições especiais e poucos impedem a realização. Entenda como funciona essa avaliação.
Por que o metal importa na ressonância?
O campo magnético do aparelho pode atrair objetos feitos de metais ferromagnéticos, como o ferro e alguns tipos de aço. Além disso, as ondas de rádio podem aquecer certos materiais, e o metal pode distorcer as imagens da região próxima. Por isso, antes de qualquer ressonância, a equipe faz uma triagem cuidadosa com perguntas sobre cirurgias, implantes e acidentes.
Os três grupos de implantes
Os fabricantes classificam os dispositivos em três categorias de segurança para ressonância:
- Seguro para RM: não oferece risco em nenhum ambiente de ressonância.
- Condicional para RM: é seguro desde que se respeitem condições específicas, como a força do campo magnético, o tempo de exame ou uma programação prévia do dispositivo.
- Inseguro para RM: o exame não deve ser feito.
Por isso é tão importante saber o modelo do implante. O cartão do dispositivo, o relatório da cirurgia ou uma declaração do médico ajudam muito.
Implante por implante: o que costuma valer
Marca-passo e cardiodesfibrilador
Durante muito tempo, o marca-passo foi uma contraindicação absoluta. Hoje existem modelos condicionais para ressonância. Nesses casos, o exame pode ser feito com um protocolo específico, que costuma envolver ajustes na programação do aparelho por um especialista antes e depois. Quem tem marca-passo ou cardiodesfibrilador deve avisar no agendamento e levar o cartão do dispositivo. A decisão depende do modelo, dos eletrodos e da estrutura disponível.
Próteses ortopédicas, placas e parafusos
Próteses de quadril e joelho, placas e parafusos usados em fraturas geralmente são feitos de titânio ou ligas compatíveis. Na maioria dos casos, o exame pode ser realizado. O metal pode, porém, causar artefatos na imagem da região ao redor, e o radiologista ajusta o protocolo para reduzir esse efeito.
Stents
A maior parte dos stents coronarianos e vasculares atuais é compatível com a ressonância. Mesmo assim, informe a data da colocação e o tipo do stent.
Clipes de aneurisma cerebral
Esse é um dos casos mais delicados. Clipes antigos podem ser ferromagnéticos e representar risco sério. É fundamental saber o modelo exato do clipe, normalmente registrado no relatório da cirurgia.
Implante coclear e neuroestimuladores
Alguns modelos são condicionais e exigem preparo especial, como a retirada de um ímã externo ou o desligamento do dispositivo. Outros não permitem o exame. Sempre é preciso consultar a documentação do fabricante.
DIU
O DIU de cobre e o DIU hormonal são considerados compatíveis com a ressonância na grande maioria dos casos. Basta informar à equipe.
Aparelho ortodôntico, implantes e obturações
Implantes dentários e obturações não costumam impedir o exame. Aparelhos ortodônticos fixos geralmente também não, mas podem causar artefatos em exames do crânio e da face. Aparelhos móveis devem ser retirados.
Fragmentos de metal nos olhos ou no corpo
Quem trabalha ou já trabalhou com solda, esmerilhamento ou serralheria pode ter pequenas lascas de metal nos olhos sem saber. Quem sofreu acidente com projétil de arma de fogo também precisa avisar. Nesses casos, pode ser solicitado um raio X antes da ressonância para confirmar a segurança.
E os objetos do dia a dia?
Tudo que é removível deve ficar fora da sala: relógio, celular, chaves, moedas, cartões, óculos, joias, piercings, grampos, presilhas, cintos e roupas com zíper ou botões de metal. Cartões magnéticos podem ser desmagnetizados. Adesivos de medicação, como os de nicotina ou hormônios, podem ter metal na composição e às vezes precisam ser retirados. Maquiagem com pigmentos metálicos também deve ser evitada.
O que levar no dia do exame
- cartão do implante ou documento com marca e modelo do dispositivo;
- relatório da cirurgia, se tiver;
- pedido médico e exames anteriores da mesma região;
- contato do seu cardiologista, no caso de marca-passo.
Veja também o que mais levar no artigo o que levar no dia do exame.
Perguntas frequentes
Tatuagem conta como metal?
Algumas tintas têm pigmentos metálicos, mas o risco é baixo. Explicamos tudo no artigo sobre tatuagem e ressonância.
Não sei qual é o modelo do meu implante. E agora?
Procure o hospital ou o médico que fez a cirurgia e peça essa informação. Sem ela, a equipe pode não conseguir liberar o exame com segurança.
Se o metal não oferece risco, o exame fica perfeito?
Nem sempre. O metal pode deixar a imagem distorcida bem perto dele. Em alguns casos, o médico pode preferir outro método, como a tomografia ou o ultrassom.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do seu médico. As instruções de preparo podem variar conforme o exame solicitado; confirme sempre com a equipe da Ressonance no momento do agendamento.
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