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Ressonância multiparamétrica da próstata: o que é, quando é indicada e como se preparar

A ressonância multiparamétrica da próstata mudou a forma de investigar o câncer de próstata. Ela ajuda o urologista a decidir quem precisa de biópsia, a localizar áreas suspeitas e a acompanhar homens com doença de baixo risco. Neste artigo, explicamos o que é o exame, quando ele costuma ser pedido e como funciona o preparo.

O que significa “multiparamétrica”?

O nome indica que o exame combina diferentes tipos de imagem, cada um mostrando um aspecto da próstata:

  • Imagens em T2: mostram a anatomia da glândula com muitos detalhes.
  • Difusão: avalia como as moléculas de água se movimentam nos tecidos. Tumores costumam ter células mais compactadas, que restringem esse movimento.
  • Perfusão com contraste: mostra como o sangue chega a cada região. Áreas suspeitas tendem a captar o contraste de forma diferente.

A combinação dessas informações aumenta a capacidade de identificar lesões clinicamente relevantes.

Quando o exame é indicado?

O urologista pode pedir a ressonância multiparamétrica em situações como:

  1. PSA alterado ou subindo: o PSA é uma proteína medida no sangue. Valores elevados podem ter várias causas, como aumento benigno da próstata, inflamação ou câncer.
  2. Toque retal alterado.
  3. Biópsia anterior negativa com suspeita persistente.
  4. Vigilância ativa: acompanhamento de homens com câncer de baixo risco, para decidir se é preciso tratar.
  5. Planejamento de tratamento: para avaliar a extensão de uma lesão já diagnosticada.

O que é o PI-RADS?

O laudo da ressonância de próstata costuma usar uma escala padronizada chamada PI-RADS, que vai de 1 a 5. Ela indica a probabilidade de uma área corresponder a um câncer clinicamente significativo:

  • PI-RADS 1: muito baixa probabilidade.
  • PI-RADS 2: baixa probabilidade.
  • PI-RADS 3: probabilidade intermediária, ou incerta.
  • PI-RADS 4: alta probabilidade.
  • PI-RADS 5: probabilidade muito alta.

O PI-RADS não é um diagnóstico de câncer. Ele orienta o urologista na decisão de fazer ou não a biópsia e em qual ponto mirar. O diagnóstico definitivo depende da análise do tecido.

Como a ressonância ajuda na biópsia?

A biópsia tradicional retira fragmentos de várias regiões da próstata de forma sistemática. Quando a ressonância aponta uma área suspeita, a biópsia pode ser direcionada para ela, combinando as imagens da ressonância com o ultrassom no momento do procedimento. Essa estratégia aumenta a chance de encontrar tumores relevantes e, em alguns casos, ajuda a evitar biópsias desnecessárias.

Como se preparar?

O preparo pode variar entre serviços e deve ser confirmado no agendamento. Em geral, as orientações envolvem:

  • Esvaziar o reto: gases e fezes podem atrapalhar as imagens. Pode ser pedido um preparo intestinal leve, como um pequeno enema, horas antes.
  • Jejum curto: algumas horas, por causa do contraste e de eventual medicação para reduzir os movimentos do intestino.
  • Abstinência de ejaculação: alguns protocolos recomendam evitar ejaculação por alguns dias antes, para melhor avaliação das vesículas seminais.
  • Intervalo após biópsia: se você fez biópsia recentemente, informe. Pode ser necessário esperar algumas semanas, porque o sangramento interno interfere na leitura.
  • Exames recentes: leve os resultados de PSA e laudos anteriores.

Como é o exame?

O paciente fica deitado de barriga para cima, com uma bobina posicionada sobre a pelve. Na maioria dos serviços modernos, não é necessário usar bobina endorretal. O exame dura, em média, de 30 a 45 minutos e inclui a injeção de contraste em uma veia do braço.

A ressonância substitui o PSA ou o toque?

Não. Ela é um exame complementar. O PSA, o exame físico, a história familiar e a ressonância são avaliados em conjunto pelo urologista.

Curiosidade: por que a próstata é tão estudada?

O câncer de próstata é o tipo de câncer mais frequente entre os homens no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Quando descoberto cedo, tem grandes chances de controle. Por isso, a conversa com o urologista sobre rastreamento é tão importante, principalmente a partir dos 50 anos ou antes para quem tem fatores de risco.

Perguntas frequentes

O exame é desconfortável?

Em geral, não. O desconforto mais comum é ficar parado por algum tempo e, quando necessário, o preparo intestinal.

Quem tem prótese de quadril pode fazer?

Na maioria dos casos, sim, mas o metal pode prejudicar parte das imagens. Leia sobre metal e ressonância.

Preciso de contraste?

Na maioria dos protocolos multiparamétricos, sim. Saiba mais em ressonância com contraste.

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do seu médico. As instruções de preparo podem variar conforme o exame solicitado; confirme sempre com a equipe da Ressonance no momento do agendamento.

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Veja também: lista completa de exames · convênios aceitos · guia de exames

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Ressonance

Equipe da Clínica Ressonance, clínica de diagnóstico por imagem em Brasília.

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